Scot McKnight

 

Roger Olson traça cinco paradoxos – algo entre contradição e mistério – no Calvinismo, e estes paradoxos, Olson pensa, colocam em dúvida o bom nome de Deus. Irei apresentá-los na forma de perguntas.

 

Como Deus pode ter soberania divina absoluta e os seres humanos serem genuinamente responsáveis?

 

Como Deus pode determinar tudo e algo ser mau? Isto é, se tudo é a vontade de Deus, e Deus é bom, tudo é bom ou pelo menos nada é mau. Isto inclui o estupro, o abuso contra crianças e o inferno.

 

Como algo pode diminuir a glória de Deus se Deus deseja tudo? Até mesmo a incredulidade, a heresia e o pecado.

 

Como Deus pode salvar alguns e ignorar outros e ser bom, amoroso e gracioso? [Olson acredita que Deus escolhe na base do preconhecimento.]

 

Como Deus pode ser bom e ordenar as ações más neste mundo?

 

Há explicações não-calvinistas geralmente muito melhores e o apelo calvinista a um paradoxo, ou antinomia, mascara a falta de lógica e falha em lidar com o resposta mais adequada, racional e lógica de outras. O determinismo divino e a providência meticulosa cria mais problemas para o caráter de Deus do que os resolve. A auto-limitação divina e o livre-arbítrio humano são explicações melhores e mais racionais.

 

Fonte: http://www.patheos.com/blogs/jesuscreed/2011/12/26/the-five-conundrums-of-calvinism/

Tradução: Paulo Cesar Antunes

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